Extermínio dos Índios no RS
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EXTERMÍNIO DOS ÍNDIOS NO RIO GRANDE DO SUL

Era costume do homem branco dizer que esta terra não tinha dono; ela, entretanto, tinha dono - era dos indígenas que aqui moravam. Eles defenderam bravamente seus territórios, mas o branco, ao derrubar as matas, tentar catequizar os índios e lutar com armas de fogo, conseguiu varrer do solo rio-grandense as tradições, a língua, os valores e a cultura do índio do nosso estado. Os pampeanos, chamados pelos brancos de "infiéis", pagaram caro por não aceitarem o aldeamento jesuítico. Foram exterminados lutando contra guaranis aldeados e espanhóis. Vale considerar que vários grupos pampeanos, como os Jarós, foram exterminados por outros grupos dos próprios pampeanos. Os sobreviventes das lutas contra os espanhóis passaram a trabalhar para os vencedores como peões e tropeiros. Os Charruas reagiram ferozmente à ocupação de duas terras, atacando as povoações, de onde roubavam gado, erva-mate e fumo. Os guaranis aceitaram os aldeamentos jesuíticos e se aliaram aos espanhóis, ao lado dos quais constituíram um exército armado que lutava contra os portugueses. Na Guerra Guaranítica, foram quase que totalmente dizimados. Os grupos que habitavam o leste do estado foram exterminados pelos bandeirantes. Os Gês, embora resistissem bravamente na defesa de seu território, também não tiveram melhor sorte. Muitos tombaram em lutas com os Guaranis, seus inimigos; caíram em mãos dos bandeirantes, e muitos também morreram lutando contra os imigrantes que vieram ocupar suas terras. Ofereceram maior resistência e sobrevivência porque sabiam locomover-se nas matas como ninguém. As casas subterrâneas serviram de verdadeiras armadilhas contra os imigrantes.

Os poucos índios que restaram dessas nações foram ainda dizimados pelas doenças trazidas pelo branco. Hoje, no nosso estado, temos pequenas reservas indígenas ao norte, como Nonohay e Cacique Doble, onde vivem, juntos, descendentes dos Guaranis e Gês, outrora inimigos. Encontramos, ainda hoje, nas beiras das estradas gaúchas, grupos guaranis, vendendo balaios; eles não aceitaram viver nas reservas e preferem o nomadismo, ainda procurando a Terra sem Mal.

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